sexta-feira, 26 de março de 2010

Morrer é preciso...


Num artigo muito interessante, Paulo Angelim, que é arquiteto, pós-graduado em marketing, dizia mais ou menos o seguinte:


"Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas a ausência de vida e isso é um erro.


Existem outros tipos de morte e precisamos morrer todo dia.

A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação.

Não existe planta sem a morte da semente;

Não existe embrião sem a morte do óvulo e do esperma;

Não existe borboleta sem a morte da lagarta;

Isso é óbvio.


A morte nada mais é que o ponto de partida para o início de algo novo, a fronteira entre o passado e o futuro.

Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente.

Quer ser um bom profissional?

Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar só o suficiente para fazer as provas.

Quer ter um bom relacionamento?

Então mate dentro de você o jovem inseguro, ciumento, crítico, exigente, imaturo, egoísta ou o solteiro solto que pensa que pode fazer planos sozinho, sem ter que dividir espaços, projeto e tempo com mais ninguém.

Quer ter boas amizades?

Então mate dentro de si a pessoa insatisfeita e descompromissada, que só pensa em si mesmo, mate a vontade de tentar manipular as pessoas de acordo com a sua conveniência, respeite seus amigos, colegas de trabalho e vizinhos, enfim, todo processo de evolução exige que matemos o nosso "eu" passado inferior.

E qual o risco de não agirmos assim?

O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo essa produtividade, e por fim prejudicando nosso sucesso.


Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram, não se projetam para o que serão ou desejam ser.


Elas querem a nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam.

Acabam se transformando em projetos acabados, híbridos, adultos infantilizados.


Podemos até agir, às vezes, como meninos, de tal forma que mantemos as virtudes de criança que também são necessários: brincadeira, sorriso fácil, vitalidade, criatividade, tolerância, etc.


Mas se quisermos ser adultos, devemos necessariamente matar atitudes infantis, para passarmos a agir como adultos.

Quer ser alguém (líder, profissional, pai ou mãe, cidadão ou cidadã, amigo ou amiga) melhor e evoluído?


Então, o que você precisa matar em si, ainda hoje, é o "egoísmo" é o "egocentrismo", para que nasça o ser que você tanto deseja ser.


Pense nisso e morra.
Mas não esqueça de nascer melhor ainda."



(Fernando Pessoa)



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13 comentários:

Meri Pellens disse...

Isa, essa já é a terceira postagem q leio hj q vejo ter relação com meu post de hj. Será um sinal? Uma confirmação? rs.. Sou muito ligada nisso, sabe?
Bjo grande.

Isa Grou disse...

Olá Reyel!!

Fui agora mesmo dar uma olhada no seu post, mas a sua página, na parte onde ficam os posts, estão em branco p/ mim.........não consegui ver nada......por que será???

Agora estou curiosa com seu post..............pode sim....ser um sinal.........eu acredito nisso.

Beijos querida.

Meri Pellens disse...

Isa, tô bege! Se esse problema da página está assim p vc pode tbm estar p os outros. Então... vou trocar o template. Mais um q morre Aff rs.. Bjok.

Meri Pellens disse...

Amiga, vê se agora consegue ler a postagem. Bjok.

Isa Grou disse...

Reyel,

YESSSSSSSSSSS!!!!!!!
Agora aparece sim e vou agora mesmo voltar lá para ler seu post, viu?!

Grande beijo querida e ótimo fim de semana p/ vc.

Silvia Freedom disse...

Viva a Vida!
Namastê

Isa Grou disse...

Olá Silvia!
Sim... VIVA A VIDA!!!!!
Beijo.
Namastê!

Cris Tarcia disse...

Isa, não tinha pensado assim, adorei o texto, vivendo e aprendendo.

Beijos

Isa Grou disse...

Olá Cris!

Fico feliz que tenha gostado do texto, viu?!
Sim... "Vivendo e Aprendendo"...... todos nós... sempre!!!

Beijos.

Gizz disse...

Engraçado...eu entrei aqui a primeira vez quando você postou esse texto.Li corrido.Add pra ler com calma depois.

Porque ao contrário de muita gente de fato não vejo a morte como algo triste,funesto...É uma passagem... É caminhar pelo desconhecido para chegar no que se quer conhecer.E o desconhecido as vezes assusta.

Mas fiquei feliz por finalmente ler o texto com calma e perceber que ainda tenho que deixar morrer algumas coisas...pra viver muito mais!
Obrigada pela ajuda ;)

Isa Grou disse...

Olá Gizz!

Eu é que lhe agradeço por vc ter voltado e lido o texto com calma, viu?

Beijos.

Maria de Fátima disse...

Olá Isa, aqui está um óptimo texto para uma reflexão.Beijocas.

Isa Grou disse...

Olá Maria de Fátima!

Obrigada, viu?!
Esta é a intenção... Reflexão!

Beijos querida.